Thursday, January 8, 2009

Plantão Gospel

É de Deus? Aqui vira notícia

Hollywood na contramão da moral

Posted by Leandro Lourena On novembro - 19 - 2008

Pesquisa inédita mostra que a maioria dos americanos acha que a indústria cultural e cinematográfica do país contraria valores morais e religiosos da sociedade.

A fábrica de sonhos já não é a mesma. Consolidada como meca do cinema mundial, Hollywood, na Califórnia (EUA) tem sido cada vez mais questionada em função dos valores que defende em suas produções. A Liga Anti-Difamação (ADL, na sigla em inglês), entidade que combate o anti-semitismo, encomendou uma pesquisa para aferir o que os americanos pensam sobre a produção cultural do país em face da moral, dos bons costumes e dos valores religiosos. Intitulada “Atitudes americanas relativas à religião, valores morais e Hollywood”, a pesquisa foi feita pelo Marttila Communications Group, que entrevistou mil adultos em todo o país, e teve seus resultados divulgados na última reunião anual da ADL, em Los Angeles.

De acordo com o estudo, 61% dos entrevistados acreditam que os valores religiosos nos Estados Unidos estão “sob ataque” e 59% concordam que as redes de TV e os grandes estúdios de cinema do país não compartilham os valores religiosos e morais observados pela maioria dos americanos. Já para 43% das pessoas ouvidas, Hollywood e a mídia nacional estão travando uma campanha organizada para “enfraquecer a influência dos valores religiosos neste país”. Por outro lado, quase a metade dos pesquisados (49%) acreditam que os EUA estão ficando “tolerantes demais na aceitação de idéias e estilos de vida diferentes”.

Fonte: Cristianismos Hoje

Liberdade religiosa corre o risco no Brasil

Posted by Leandro Lourena On setembro - 23 - 2008

Um grupo formado majoritariamente por evangélicos esteve no Congresso Nacional (25/06) para protestar contra o PLC 122/06, projeto de lei que criminaliza a homofobia, e que está para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAS).

Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de mil pessoas protestou em frente ao Senado contra a aprovação do projeto, mas os manifestantes, apesar da ação pacífica e de estarem em um número maior do que o oficialmente divulgado, foram impedidos de entrar no Congresso Nacional, onde funcionam as duas Casas Legislativas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Veja aqui algumas fotos da manifestação.

Atenção à tramitação do projeto

Atualmente o projeto está para ser votado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). De lá, seguirá para a aprovação da Comissão de Direitos Humanos (CDH) e depois para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Pode parecer um longo trajeto, mas não é. Assim que deixar a CCJ, o PLC 122/06 irá diretamente para mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já disse que irá sancionar (ou seja, assinar) a lei de homofobia.

Corre à boca pequena que a transferência do projeto da CDH no início do ano para a CAS seria para ganhar tempo e fazer um acordo com senadores. Ore para que não haja nenhuma forma de cooptação dos políticos envolvidos no processo.

Votação surpresa

Faz parte da estratégia usada pelos senadores (e também por deputados e vereadores) a falta de transparência na agenda dos trabalhos legislativos - o que impede que o povo conheça com antecedência o que está para ser votado, e portanto, não consiga se mobilizar a tempo.

Desse modo, diversas leis que interferem diretamente na vida dos cidadãos são aprovadas. E foi exatamente assim que o PLC 122/06 foi aprovado em todas as comissões (colocado em pauta na última hora) e pelo plenário da Câmara dos Deputados, em uma sessão esvaziada, quando a bancada evangélica estava ausente.

Muitos deputados à época não criam na aprovação de uma lei tão absurda que fere a liberdade de pregação da Bíblia Sagrada (leia mais), entre outros pontos. Mas o projeto chegou ao Senado e está próximo de se tornar lei.

Lembre-se: nossa liberdade religiosa, de interpretação e pregação - não apenas de trechos bíblicos como também do Alcorão e da Torá - podem sofrer um “cala boca”.

Se o PLC 122/06 for aprovado como está, você poderá assistir pastores, padres, rabinos e xeiques presos. A realidade da Igreja Perseguida expressa em nossa revista e livros pode se tornar a realidade da Igreja Brasileira. Sem contar que seremos obrigados a “contrabandear” Bíblias cujo original não foi censurado!

Clique aqui para saber o endereço e o telefone dos 36 senadores e ver uma sugestão de modelo de carta.

Tsuli Narimatsu
Jornalista da Portas Abertas

Entenda toda a polêmica e o risco que os brasileiros estão correndo por meio do PLC 122/06 e do PL 6418/2005 aqui!

O telefone do Senado é 0800 61 22 11. A ligação é gratuita. Pressione os senadores do seu Estado e manifeste-se contra o projeto!

Fonte: www.missaoportasabertas.org.br

“As religiões de matriz africana são as mais vulneráveis ao preconceito, principalamente por parte de outras religiões”. A afirmação foi feita hoje (21) pelo ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, para quem é necessário combater essa prática que, muitas vezes, se faz por meio da violência. Ele defendeu a criação de um dispositivo claro, que criminalize o preconceito por parte de outras religiões.

“Talvez seja necessário um dispositivo legal, que criminalize de forma muito clara essas manifestações religiosas, punindo seus responsáveis”. disse. “Na maioria das situações, os lideres não aparecem, mas seus seguidores são instrumentalizados e orientados a ofender e agredir as religiões, em especial, as de matriz africana”, completou o ministro.

Em entrevista imprensa, antes de participar da Caminha pela Liberdade Religiosa, em Copacabana, no Rio, o ministro Edson Santos disse que a legislação atual não é aplicada com rigor. Mas, ponderou que a intolerância é praticada por uma pequena parte da população. Tenho certeza de que a sociedade de vários matizes se coloca de forma contrária e dura contra a discriminação, disse.

Atualmente, a maioria dos crimes de preconceito religioso no país são enquadrados no Artigo 208 do Código Penal, que estabelece detenção de um mês a um ano, ou multa - que pode ser aumentada em até um terço, no caso do emprego da violência -, para os casos de intolerância, como o dos jovens que destruíram um centro espírita no Rio, em junho passado.

No entanto, muitas lideranças de religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, pedem para que os casos de preconceito contra fiéis ou desrespeito a templos e imagens sejam julgados sob Lei Caó, que pune com reclusão de um a três anos, além de multa, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, etnia ou religião.

Caminhada - Religiosos , intelectuais e artistas  participam, na Praça do Lido, na zona sul do Rio, hoje (21)de uma caminhada na Praia de Copacabana em protesto contra a intolerância religiosa. Eles querem reafirmar a defesa do direito constitucional de liberdade de culto e pedir o fim da violência contra os praticantes de religiões africanas como a umbanda e o candomblé.

No mês de junho, quatro jovens evangélicos invadiram um centro espírita no Catete, zona sul da cidade, insultaram fiéis e quebraram todas as imagens e objetos do local.
Os jovens foram presos em flagrante, mas soltos em seguida. Na semana passada foram condenados a pagar multa, a distribuir cestas básicas e a cumprir quatro horas semanais de trabalho comunitário durante quatro meses.

O Código Penal prevê prisão de um mês a um ano ou multa para quem comete esse crime. A pena pode ser acrescida de até um terço no caso de haver violência.

 

95% dos jovens brasileiros são religiosos, diz pesquisa

Posted by Leandro Lourena On setembro - 18 - 2008

Um estudo feito por uma fundação alemã em 21 países mostra que o jovem brasileiro é mais espiritualizado do que muita gente imagina. Cerca de 95% dos entrevistados, com idade entre 18 e 29 anos, disseram que são religiosos e 91% afirmaram acreditar em Deus. O resultado coloca os brasileiros em terceiro lugar no ranking mundial dos que mais possuem algum tipo de fé.

(Fonte: Gazeta Online) - Mais de 90% acreditam em vida após a morte e outros 74% disseram orar pelo menos uma vez ao dia. O resultado do surpreendente estudo chamado “Monitor da Religião” mostra que a devoção entre os mais novos está tão em alta quanto entre os mais velhos, uma vez que com 60 anos ou mais o índice de religiosidade é de 96%.

A pesquisa mostrou ainda que 37% dos jovens se consideram muito religiosos e 35% moderadamente religiosos. Foram ouvidos 21 mil pessoas e a fé dos brasileiros só perdeu para os nascidos na Nigéria e na Guatemala, onde os índices dos que disseram ter alguma religiosidade foram de 100% e 97%, respectivamente.

Apenas 4% dos entrevistados disseram que não possuem religião. No entanto, o levantamento mostra que os jovens tendem a subestimar a própria fé. Quando perguntados se vivem de acordo com os preceitos da religião escolhida, apenas 35% dos entrevistados responderam que sim.

Reencarnação

A universitária Janaína Rodrigues, 27 anos, é um exemplo de jovem aberta a crenças de linhas bem diferentes. “Sou católica desde que nasci, acredito em Deus e em Nossa Senhora, mas também em reencarnação. Muito do que o Kardecismo anuncia faz sentido. Também acredito em horóscopo porque as previsões sempre se encaixam nas coisas que acontecem comigo”.

Para o teólogo e professor de Filosofia da Faesa Vitor Nunes Rosa, esse tipo de comportamento é cada vez mais comum e não torna a religiosidade dos jovens menor. “A maioria das pessoas não distingue o que caracteriza uma religião. Buscam o que lhes dá conforto, não importa onde. O ponto comum é dizer que acreditam em Deus. Depois buscam em diversos credos o que avaliam ser melhor”, destaca.

Juventude até no modo de viver a fé

Dogmas, rituais, valores morais, regras mais severas. Nada disso é levado em conta quando o jovem busca sua religiosidade. O que fala mais alto é a sua devoção e a forma que a encontra de expressar.

“Uma escolha é feita e o jovem, quando despertado para ela, passa a compreender a importância de se viver dentro de certos princípios”, observa Abílio Rodrigues, presidente da Associação de Pastores Evangélicos de Vitória.

E é a possibilidade de vivenciar a fé a sua maneira que vem atraindo muitos jovens para as igrejas. Na Paróquia da Sagrada Família, em Nova Rosa da Penha, Cariacica, por exemplo, eles optaram por realizar missões, com visitas as famílias, na comunidade.

“Foi o caminho que encontraram para vivenciar sua fé. O que o atrai é a possibilidade viver a sua fé de um modo jovem, novo”, observa o titular da paróquia, padre Flávio Leonardo.

Sentido à vida

Uma atitude típica da idade, lembra a pastora da Igreja Batista da Restauração, Sandra Rodrigues. Uma fase onde a busca por um sentido para a vida é grande, em que deseja ter uma forma de viver mais definida, mas onde ainda há muitos conflitos, alguns até mesmo familiares.

“É neste momento que entra a orientação religiosa, os aconselhamentos, para mostrar que é possível exercer sua religiosidade, que é possível ser feliz quando você encontrou o que muitos ainda buscam”, acrescentou a pastora.

Jovens sacerdotes para atrair mais fiéis

Liderar uma igreja com centenas de fiéis é um desafio que poderia assustar até pessoas com grande experiência de vida. Mas há jovens padres e pastores que não se intimidam com a pouca idade e aceitam essa tarefa. É o caso do pastor Sérgio Pimentel Freitas, que tem 25 anos e há três atua na Igreja Batista da Praia da Costa, em Vila Velha.

“Sou muito feliz com minha opção. Minha idade me permite alcançar pessoas que talvez não conseguiria se fosse mais velho. Me identifico com os jovens pela linguagem e muitos são atraídos para a igreja porque percebem que é possível ser jovem e feliz servindo a Deus”, diz Sérgio que também é capelão do Colégio Americano Batista.

O padre Renato Christe Covre, 28 anos, atua na Paróqui São Francisco de Assis, em Jardim da Penha, Vitória, há um ano e meio. Ele explica que foram nove anos de estudos antes de assumir uma paróquia. Renato também acredita que sua opção de vida ajuda a trazer mais jovens para a igreja. “Todo mundo se sente atraído por pessoas com as quais se tem alguma afinidade. E com os jovens não é diferente”, explica.

O padre diz que é um desafio ter de lidar com diferentes públicos, mas avalia que foi muito bem recebido na paróquia, o que ajudou bastante. “As senhoras mais velhas me receberam como um filho”.

Eles preferem as igrejas às raves e baladas

Os estudantes Ananda Depiante, 20 anos, Pryscilla Rodrigues, 22, e Rafael Rodrigues, 20, freqüentam a Igreja Batista da Restauração, que fica em Jardim da Penha. Eles garantem que ser jovem e evangélico não é um desafio, e sim um privilégio. “A Bíblia para mim é um manual de princípios para tudo. Deixo de ir a baladas e raves porque acredito que não são ambientes bons para mim e não porque alguém me proíbe. Nossa igreja é animada e com freqüência realiza festas saudáveis para toda família”, diz Rafael. Ananda conta que nasceu em um lar evangélico, mas continua na religião por opção. “Meus amigos que não são da igreja me respeitam. É fácil ser jovem, evangélica e muito feliz quando se tem certeza da escolha certa”.

Dedicação à igreja não é sacrifício

Os estudantes Patrick Thompson Reis, 25 anos, João Henrique Valdetaro, 24, Joana Pereira, 17, Ruan Pignaton e Janderson Ruy, ambos com 19 anos, são católicos e participam de várias atividades no Santuário de Vila Velha. “Sou ministro de Eucaristia e catequista de Crisma. Tem gente que pensa que ser atuante é difícil para os jovem, mas não é verdade. Faço o que quero, mas sem exageros. Não bebo demais porque tenho de dar exemplo”, diz Ruan, que participa do Ministério de Oração e toca na igreja. É seminarista e em novembro começa um estágio que vai definir sua vida. “Se for da vontade de Deus serei padre. É meu sonho”, revela.  

Polícia investiga sites que incentivam o ódio religioso

Posted by Leandro Lourena On agosto - 25 - 2008

(Fonte: Terra) - Também ontem, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa encaminhou à delegacia lista com mais 40 páginas na Internet com mensagens que incentivam a negação do cristianismo, do judaísmo e de outras religiões, principalmente as de origens africanas. O delegado da Coordenadoria de Informação e Inteligência Policial (Cinpol), Henrique Pessoa, também investiga supostos crimes contra o sentimento religioso, previsto no Artigo 208 do Código Penal, propagados pela rede mundial de computadores a todo o momento.

Passeata em Copacabana

“Na verdade, há insultos e desrespeito por parte de determinados grupos de praticamente quase todas as religiões. Determinados sites tratam pessoas de outras denominações religiosas como verdadeiros inimigos. Isso é perigoso, pois a Internet vem sendo usada em larga escala em todo o mundo”, afirmou Vila Pouca. Segundo ele, a polícia tem encontrado dificuldades para retirar páginas suspeitas do ar. “Os criminosos criam as páginas com dados falsos. A gente tira da Internet e poucos dias depois elas reaparecem, com outros dados diferentes e também falsificados”, lamenta o delegado.

Ontem, a comissão recebeu apoio de representantes importantes de diversas religiões para a caminhada pela liberdade religiosa, no dia 21 de setembro, em Copacabana. O objetivo é reunir 50 mil pessoas de todas as religiões. A união dos credos para combater a intolerância religiosa foi destacada em reportagem de O Dia, no domingo.

Marcha vai reunir 50 mil manifestantes

O objetivo do protesto na orla é reunir 50 mil pessoas de todas as religiões. Segundo organizadores, a juíza da 19ª Câmara Civil do Rio, Denise Levy, que é judia, garantiu presença, assim como Abdullahi Sanin Aleiso, líder da Irmandade dos Crioulos Africanos Muçulmanos Malês, e Athaylton Belo, o Frei Tatá, da Pastoral de Negrosato.

Artistas também estão aderindo ao movimento. “É importantíssimo. Peço que a quem puder ir, de qualquer raça ou credo, que vá. Não podemos deixar que o Rio se transforme no Oriente Médio”, apela o intérprete Neguinho da Beija Flor. José Júnior, Coordenador do Grupo AfroReggae, grupo que luta contra as desigualdades sociais, também conclama a sociedade. “Não podemos ficar olhando de braços cruzados a democracia ser substituída pelo fanatismo religioso”, ressalta Júnior.

Adesão de igrejas e sindicatos

A caminhada também terá apoio de várias centrais sindicais e de diversas entidades do movimento social organizado, como o Grupo Tortura Nunca Mais, Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ministério Público e Projeto Legal.

Para Sérgio Niskier, presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), historicamente o ódio difundido no preconceito religioso tem impulsionado atos violentos e tragédias para a humanidade. “Vamos participar da marcha e brindar a cidadania, o amor ao próximo e o respeito mútuo entre todas as religiões”, disse.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara, informou, através da assessoria de imprensa, que enviará representante à caminhada.

Representantes da Igreja Universal disseram esperar por “convite formal” para participar da caminhada.

Fonte: Terra

No Rio, disputa eleitoral ganha ares de guerra religiosa

Posted by Leandro Lourena On agosto - 20 - 2008

Nas inserções comerciais que passaram a ser veiculadas a partir desta terça-feira (19), o candidato do PRB à prefeitura do Rio, senador Marcelo Crivella, aparece para avisar: “Não vou misturar política com religião. Vou ser prefeito de todas as crenças, de todas as religiões”.

A orientação da assessoria do senador, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e sobrinho de seu fundador, Edir Macedo, é a de evitar vinculações religiosas numa campanha marcada pelo posicionamento de outros candidatos, sobretudo, em relação à Igreja Católica, que reúne cerca de 60% da população carioca, segundo o IBGE.

Alessandro Molon, que foi chamado pelo pedetista Paulo Ramos de “coroinha do PT”, e costuma participar de reuniões em paróquias da cidade foi recebido pelo Cardeal Arcebispo do Rio, dom Eusébio Scheid, no dia 8 de agosto. Antes dele, Eduardo Paes (PMDB) já tinha pedido as bênçãos de dom Eusébio e de dom Eugenio Sales, arcebispo emérito, com quem o próprio Crivella já esteve, em julho.

Oficialmente, a Arquidiocese do Rio de Janeiro declara que “não possui candidatos e também não indica candidatos”, mas que vai orientar os fiéis a votarem em candidatos “comprometidos com a vida, desde a concepção até a morte natural, comprometidos com a família, comprometidos com valores religiosos sérios e comprometidos com o bem comum”, numa referência à candidata do PCdoB, Jandira Feghali, que é autora do Projeto de Lei nº 1.135/91, que permite o aborto durante qualquer fase da gestação.

Em 2006, durante sua campanha ao Senado, Feghali obteve do TRE-RJ uma ordem de busca e apreensão que lhe permitiu vasculhar a sede da Mitra Episcopal à procura de folhetos que orientariam os eleitores a não votarem nela. Na época, conseguiu ainda que o TRE intimasse o Cardeal Dom Eusébio Scheid e o bispo auxiliar Dom Dimas Lara Barbosa (hoje secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) a se absterem “de qualquer tipo de comentário ou referência político-ideológica”. Tal ação angariou a antipatia declarada do clero carioca.

“Os políticos defendem todas as idéias e com algumas dessas idéias nós não podemos concordar, por achar que não são boas para a sociedade. Não favorecem a vida, não são boas para ninguém. E em dever de consciência e de fé, nós devemos rejeitar algumas propostas e se alguns políticos só têm essas propostas, a gente rejeita também esses políticos”, respondeu dom Wilson Jönck, bispo-auxiliar do Rio. Procurada pela reportagem, Feghali prefere não comentar a questão.

“Candidatos que vão contra os valores humanos não merecem os votos de nenhum cidadão consciente”, acrescentou a Arquidiocese em nota oficial.

O voto evangélico
Além da Igreja Universal, a Assembléia de Deus decidiu apontar uma candidatura específica. No dia 6 de agosto, o presidente do Conselho Nacional de Pastores das Assembléias de Deus do Brasil, deputado federal Manoel Ferreira (PTB-RJ), declarou apoio ao peemedebista Eduardo Paes.

“Não vamos eleger um pastor para uma igreja, mas um prefeito. E o Eduardo é o mais competente para o cargo. Se eu fosse buscar um pastor, certamente seria ele (Crivella)”, disse Ferreira, numa tentativa de minimizar críticas à divisão do voto evangélico. A Assembléia de Deus reúne mais de 300 mil fiéis em todo o estado.

“O Rio é uma cidade aberta e que não aceita diferenças. Sou católico, tenho a minha fé religiosa, mas receber o apoio de uma liderança como a do pastor Manoel Ferreira é um impulso para a minha candidatura”, avaliou Paes, que descartou a existência de conflitos. “A presença do pastor Manoel Ferreira na campanha é a mensagem de que o Rio não aceita luta religiosa”, acrescentou.

“Quero tirar o Rio dessa situação com a ajuda de católicos, evangélicos, espíritas. Vou falar com todas as lideranças, não só religiosas, mas da sociedade. Falei (com dom Eugenio) das dúvidas que pairam sobre mim por ser evangélico, e ele disse que isso vai ser superado com a graça do Senhor”, declarou Crivella.

Dom Wilson também disse que não há confronto, mas criticou Crivella e a IURD: “Guerra não tem. A religião é livre, cada um adota a sua. Agora, se há guerra é o ataque constante dessa seita à Igreja Católica. Isso, a gente não pode aprovar. E seria muito ruim que alguém que ocupasse um cargo tivesse esse tipo de atitude, de ataque ou de retaliação”, declarou.

De outras eleições
A questão religiosa desponta na política fluminense desde a eleição do ex-governador Anthony Garotinho, em 1998, que calcou sua campanha a partir de rádios evangélicas distribuídas pelo interior do estado. O estado concentra 22% da população evangélica do país e, na cidade do Rio, segundo o IBGE, existem pouco mais de um milhão de evangélicos registrados. A articulação dessas denominações conseguiu formar uma “bancada evangélica” assumida: com 22 dos 70 deputados da Assembléia Legislativa. Não existe na Alerj, nem na Câmara de Vereadores, uma bancada católica.

Fonte:Uol

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