Tuesday, January 6, 2009

Plantão Gospel

É de Deus? Aqui vira notícia

Igreja católica também aceita dízimo pago com cartão

Posted by Lenadro Lourena On outubro - 3 - 2008

A Catedral de Ribeirão Preto vai usar máquina de cartão de crédito para receber pagamento de casamento, batizado e até dízimo. No domingo, após a última missa das 19h, o padre Francisco Zanardo Moussa vai benzer o equipamento, que entra em uso no dia seguinte.

Até então, a única opção era depositar o dinheiro numa caixa de ferro, com cadeado, na entrada do templo.

É a primeira igreja a instalar o sistema on-line em Ribeirão, comenta padre Chicão, como é conhecido. Pode ser a primeira no Brasil também.

A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) não tem conhecimento do uso desse tipo de equipamento no país, nem a arquidiocese de São Paulo, com 284 paróquias, segundo as respectivas assessorias de imprensa.

Na arquidiocese de Ribeirão, o contador Caetano Marquese afirma não ter conhecimento de que alguma de suas 84 igrejas utilize a máquina de cartão de crédito.

Na missa, não

Padre Chicão afirma, no entanto, que a máquina não será usada nas missas, mas apenas na secretaria da igreja, em horário comercial. “Se colocasse na missa, a cerimônia perderia o sentido da eucaristia e passaria a ser comercial”.

De acordo com o pároco, que cursa o terceiro ano de Administração de Empresas, a instalação das máquinas está dentro de um processo de melhoria no atendimento paroquial. “É para facilitar a vida dos fiéis; eles perguntam se não podem pagar com o cartão”.

Hoje, a Catedral tem 800 dizimistas fiéis. O dízimo é uma proposta bíblica que a pessoa cumpre se quiser, diz padre Chicão. “Se você oferece para a comunidade, no sentido de despojamento e disponibilidade, recebe os sinais de Deus em troca”.

O padre não comenta quanto a igreja recebe em dízimo. Mas diz que não é suficiente para pagar despesas fixas, como os nove funcionários e a energia. “Fazemos festas e rifas para completar”.

Ele também não comenta o valor em ofertas. A cada fim de semana, 4.000 pessoas freqüentam as seis missas.

Com Visa ou Mastercard, casais poderão pagar - R$ 350 com efeito civil, ou R$ 220, só o religioso. Já a taxa para batizado é de R$ 42. No débito ou no crédito, o dinheiro cai na conta da paróquia.

A Catedral pagará taxa administrativa mensal de R$ 19, ao banco, em vez dos R$ 89 cobrados de estabelecimentos comerciais, pelo uso do equipamento, diz o padre.

NÚMEROS DA IGREJA CATÓLICA EM RIBEIRÃO

  • 4 mil fiéis freqüentam a Catedral, no sábado e no domingo.
  • A média é de 666 pessoas em cada uma das seis missas, no final de semana.
  • 800 fiéis são dizimistas na Catedral. O dízimo é 10% do salário.
  • A taxa para casamento é de R$ 350, com efeito civil.
  • Cada batizado custa R$ 42.
  • As máquinas recebem cartões Visa e Mastercard, no débito (à vista) e no crédito (é possível parcelar).
  • R$ 52 mil custou a reforma da secretaria, onde ficam as máquinas de cartões e os guichês de atendimento.
  • R$ 1 milhão irá custar o novo prédio de catequese da Catedral.

CNBB diz que cartão é mais seguro

A CNBB não vetou o uso de cartão de crédito. “Cada pároco pode decidir que recurso administrativo usar, consonante com sua arquidiocese”, diz o ecônomo (administrador financeiro) da CNBB, Francisco Souza.

O administrador da CNBB, diz não ver problemas no uso do cartão. “É mais seguro que deixar o dinheiro do dízimo na igreja, à mercê de assaltantes”, declara.

Dom Joviano de Lima Júnior, arcebispo local, está num congresso em Roma e só volta em novembro, por isso não pôde comentar.

Catedral terá prédio de R$ 1 mi

Padre Chicão também vai construir um centro de catequese, a partir de fevereiro. O prédio, de dois andares, está orçado em R$ 1 milhão.

A última obra foi a reforma de R$ 52 mil da secretaria administrativa da Catedral, onde vão ficar as máquinas de cartão de crédito.  

 Fonte: Jornal A Cidade/O verbo

Igreja é assaltada e bandidos levam R$ 7 mil de dízimo

Posted by Leandro Lourena On setembro - 16 - 2008

(Fonte: Folha Gospel)A casa paroquial do bairro São João, zona Leste de Teresina, foi assaltada na madrugada deste domingo(14). A porta e a grade de proteção da entrada da paróquia foram arrombadas e os assaltantes levaram cerca de R$ 7 mil, dinheiro arrecadado através de bingo e do dízimo junto à comunidade.

O valor seria usado para compra de equipamentos de som e vídeo para a igreja, que passou recentemente por reforma.

Em frente à paróquia, localizada em uma praça, há um Posto de Policiamento Ostensivo(PPO) que está desativado há cerca de dois meses. Recentemente, a comunidade havia se mobilizado para recuperar o posto a pedido dos próprios policiais. Apesar disso, segundo o padre Antônio Carlos Nogueira, há 60 dias não há nenhum policial fazendo a segurança da população.

“As pessoas vivem amedrontadas. Elas têm medo de transitar de noite pela praça, porque não há policiamento. Nós já estamos pensando em fechar a casa paroquial por causa da insegurança. Isso é um descaso por parte das autoridades”, desabafou o pároco.

A padre lamentou o assaltou porque o valor levado era para investimentos na própria igreja e proveniente de arrecadação junto aos fiéis. “Na missa de ontem as pessoas ficaram horrorizadas com a situação. Nós ficamos tristes porque o dinheiro foi arrecadado com a ajuda da comunidade e para a melhoria da nossa igreja. Esperamos que nossa cidade tenha mais segurança”, concluiu o padre Antônio Carlos Nogueira.

Igreja Universal é obrigada a devolver dízimo de fiel em Minas

Posted by Leandro Lourena On agosto - 22 - 2008

A Igreja Universal do Reino de Deus em Belo Horizonte foi condenada a devolver valores destinados à congregação desde 1996, em valores ainda a serem apurados na liquidação da sentença, e ainda ressarcir um homem em R$ 5.000 por danos morais. Segundo o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o fiel foi considerado incapaz de tomar decisões por contra própria.

Na sentença, desembargadores entenderam que a Igreja Universal fora negligente ao aceitar as doações. “A instituição religiosa que recebe como doação valor muito superior às posses do doador, sem devida cautela, responde civilmente pela conduta desidiosa”, disseram desembargadores da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Segundo laudo pericial psiquiátrico pedido pelo tribunal, o doador das quantias é portador de enfermidade de caráter permanente.

Conforme relatos do TJ-MG, o fiel fora compelido a participar de reuniões antecedidas ou sucedidas de pedidos de doações financeiras.

No processo, o freqüentador dos cultos, que não teve seu nome divulgado, foi representado pela mãe.

O fiel trabalhava como zelador e tivera todo o ordenado tomado pela doação que fazia à instituição religiosa. Em dado momento, com o agravamento da doença, fora afastado do trabalho e, segundo dados do processo, passara a emitir cheques pré-datados para a Igreja Universal.

Ainda de acordo com o tribunal, o homem contraiu empréstimo em instituição financeira e chegou a vender um lote por valor aquém do que o terreno valia em prol da Igreja Universal.

Com “promessas extraordinárias”, segundo o processo, o homem fora induzido a fazer as doações financeiras e, por seu turno, pessoas que tentavam demovê-lo da prática eram tachados de “demônio”. A mãe seria o principal ente do mal para ele.

Inicialmente, o juiz da 17ª Vara Cível de Belo Horizonte havia argumentado que a incapacidade permanente do doador só fora constatada a partir de 2001, isentando assim a igreja de restituir valores anteriores a esse período.

Estipulou assim em R$ 5.000 o valor a ser reembolsado e mais R$ 5.000 por danos morais.

Tanto a igreja quanto o rapaz, representado pela mãe, recorreram da decisão. Em nova análise, o desembargador Fernando Botelho, relator do recurso, disse entender que a interdição veio apenas corroborar uma situação de incapacidade pré-existente.

“Mesmo antes de 1996, ano em que o autor passou a freqüentar as dependências da igreja e a fazer-lhe doações, já apresentava grave quadro de confusão mental, capaz de caracterizar sua incapacidade absoluta, já que, no laudo pericial, restou consignado que ele não reunia discernimento suficiente para a realização dos atos da vida civil”, informou em seu despacho o relator do processo.

Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília-DF.

A reportagem do UOL tentou entrar em contato com os advogados da Igreja Universal do Reino de Deus, mas foi informada que um dos representantes da igreja perante o TJ-MG está em viagem a São Paulo e só retorna a Belo Horizonte no sábado.

O advogado Luiz Eduardo Alves, que atuou no caso representando a instituição evangélica, não foi localizado por meio dos números telefônicos repassados à reportagem.

Fonte: UOL

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