Pastor diz que Barack Obama é “só metade negro”
9 de novembro de 2008
O pastor protestante e diretor da Ku Klux Klan, Thomas Robb, declarou após a vitória democrata na corrida à Casa Branca que o presidente eleito dos EUA é “só metade negro”. A KKK é a associação racista mais famosa do planeta, identificada historicamente por seus capuzes brancos, cruzes incandescentes e crimes raciais.
Em um texto publicado no site do grupo supremacista branco, Robb afirma que “Barack Obama se tornou o primeiro presidente mulato dos Estados Unidos”, e não negro, já que “ele não foi criado em um ambiente negro”. “Ele foi criado por sua mãe [branca]“, argumenta, na nota entitulada “América, nossa nação está sob julgamento de Deus!”.
Robb interpreta que, com a eleição de Obama, o “povo branco” dos EUA vai perceber que é hora de se unir contra aqueles que odeiam seu modo de vida –estrangeiros e negros, de acordo com a KKK. “Essa eleição de Obama nos chocou? Nem um pouco! Nós vinhamos avisando ao nosso povo que, ao menos que os brancos se juntassem, seria exatamente isso que aconteceria”, incitou.
Para ele, a votação do última terça-feira (4) não foi uma disputa entre liberais e conservadores, mas “uma guerra racial e cultural, travada contra o povo branco”.
Embora já tenha passado por várias “refundações”, a KKK foi criada originalmente na segunda metade do século 19, após a Guerra Civil Americana (1861-1865), que pôs fim à escravidão no país. A facção foi erguida com fins de, entre outros, impedir a integração social dos negros recém-libertos.
Durante a campanha eleitoral deste ano, a polícia de Michigan chegou a abrir investigação para apurar a autoria de pichações em um outdoor da campanha de Obama. As ofensas, com suásticas e símbolos da KKK, foram feitas no mês passado.
Em nota, Vaticano pede que Deus ilumine caminho de Obama
6 de novembro de 2008
“Deus ilumine Barack Obama na sua grandíssima responsabilidade de poder responder as expectativas e as esperanças que se direcionaram a ele”, assinalou o porta-voz do Vaticano, o padre jesuíta Federico Lombardi.
O responsável pela área de comunicação da Santa Sé disse ainda que o Vaticano deseja que o presidente eleito dos Estados Unidos consiga servir “de forma eficaz ao direito e à Justiça através das vias adequadas para promover a paz no mundo, favorecendo o crescimento e a dignidade das pessoas, respeitando os valores humanos e espirituais essenciais”.
De acordo com o Padre Lombardi, a tarefa do novo presidente é de grande responsabilidade.
“Os crentes rezam para que Deus o ilumine e o ajude na sua tarefa de grande responsabilidade”, disse.
As eleições americanas estavam sendo acompanhadas com grande expectativa pelo Vaticano, apesar de os católicos não representarem a maioria da população do país.
No entanto, a Igreja Católica dos Estados Unidos é a principal doadora de recursos para o Vaticano.
Em recente visita ao país, em abril último, o papa Bento 16 buscou entusiasmar os católicos americanos, que perdem presença diante do crescimento dos evangélicos, e tentou amenizar os danos causados pelos abusos sexuais cometidos pelo clero no país.
Apesar do sucesso da viagem papal, as relações diplomáticas entre o Vaticano e os Estados Unidos nem sempre foram tranqüilas.
Em 2004, com o então papa João Paulo 2º, o Vaticano se manifestou contrário à invasão do Iraque. Ele mandou enviados para conversar com líderes americanos e iraquianos a fim de resolver a disputa de forma diplomática.
Durante encontro realizado no Vaticano em 2005 com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o papa clamou por um retorno rápido da soberania do Iraque.
Autoridades do Vaticano expressaram consternação sobre o abuso de prisioneiros iraquianos por soldados dos EUA e condenaram a tortura como uma afronta à dignidade humana.
O Vaticano também é contrário ao aborto e ao casamento homossexual - temas amplamente discutidos durante a campanha eleitoral americana.
Fonte: Midiamax
Em noite histórica, Barack Obama diz que “mudança chegou aos Estados Unidos”
5 de novembro de 2008

“Se existe alguém no mundo que duvida que os EUA são o país onde qualquer sonho pode se tornar possível, a noite de hoje é a resposta”, afirmou o senador por Illinois. “Foi uma espera longa, mas graças ao que fizemos hoje, a mudança está chegando aos EUA”, disse Obama.
Desde a manhã de terça-feira os partidários de Barack Obama já aguardavam com ansiedade pelo discurso de Obama, que só aconteceria 12 horas mais tarde. “Este é um momento que me toca no coração. Eu nunca imaginei que ia ver um negro se tornar o presidente dos Estados Unidos”, disse o morador de Chicago e eleitor de Obama Michael Cornell, que levou os dois filhos, um de 9 e outra de 14 anos, ao comício. “Eles são parte da história”, disse, emocionado.
Ao longo do dia, os partidários acompanharam os desbobramentos da eleição em telões espalhados pelo parque. A cada Estado vencido por Obama, o público comemorava como se fosse um gol em um jogo de futebol. Se o Estado era vencido por John McCain, as vaias era inevitáveis. “É como acordar na manhã de Natal, nem dá para acreditar que está realmente acontecendo”, disse Dorothy Jenkins.
A vitória de Obama também é vista em Chicago como uma boa oportunidade para a cidade. Obama nasceu no Havaí, mas iniciou sua carreia política no Estado, sendo membro da Câmara Estadual e depois Senador pelo Estado de Illinois. “É um orgulho para nós aqui de Chicago ver a carreira de Obama subindo tão alto. Ele vai dar aos EUA uma nova cara para o mundo. E quem sabe vai ajudar a trazer a Olimpíada de 2016 para cá, e não para o Rio de Janeiro”, disse Dick Hilton. “Mas não diga para o Lula que eu disse isso”, brincou o economista aposentado com a reportagem do Último Segundo.
Eleição histórica
Obama conquistou a Casa Branca nesta terça-feira, após uma extraordinária campanha de dois anos, derrotando o republicano John McCain e fazendo história ao se tornar o primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.
Obama tomará posse como o 44o presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2009, segundo projeções das redes de TV norte-americanas. Ele terá pela frente enormes desafios, como a crise econômica, a guerra do Iraque e a reforma do sistema público de saúde.
A vitória de Barack Hussein Obama, 47 anos, filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas, é um marco na história dos EUA, 45 anos após o auge do movimento dos direitos civis, liderado pelo pastor Martin Luther King.
as informações são do Último segundo
Pastores americanos pedem que seus fiéis não votem em Obama, diz jornal
29 de setembro de 2008
Em alguns casos, religiosos recomendaram voto no republicano McCain.
Pedir votos para candidatos no púlpito é contra lei federal.
Os pastores de 33 igrejas dos Estados Unidos pediram a seus fiéis que não votem no candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, nas próximas eleições, o que é uma violação de uma lei de 1954, informaram nesta segunda-feira (29) vários meios de comunicação.
Em alguns casos os pastores estimularam seus fiéis a votarem no candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, afirma o jornal americano “The Washington Post”.
Votar em Obama “demonstra uma grave esquizofrenia moral”, disse em seu sermão o reverendo Ron Johnson Jr., pastor da igreja Living Stones Fellowship, em Crown Point (Indiana), segundo o “Washington Post”.
Segundo este pastor, as posições de Obama sobre o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo “contrariam diretamente a verdade de Deus, como revelam as Escrituras”.
Já Luke Emrich, pastor da igreja New Life Church em West Bend (Wisconsin), disse que votará em McCain, em uma declaração de conteúdo político também proibida pela lei de isenção de impostos, informou o jornal “The Washington Times”.
“Mas cabe a vocês decidir. É uma decisão de vocês. Eu não entrarei com vocês na cabine de votação”, acrescentou Emrich.
A “CNN” lembrou que uma lei de 1954 proíbe que as organizações isentas do pagamento de impostos, como congregações religiosas, se envolvam em campanhas políticas e declarem apoio a um ou outro candidato.
Jody Hice, pastor da Primeira Igreja Batista em Bethlehem (Geórgia), afirmou que após uma comparação entre as propostas de Obama e McCain sobre aborto e casamento de homossexuais chegou à conclusão de que o “candidato republicano tem uma visão mais bíblica”.
O rabino Jack Moline, da congregação Agudas Achim, em Alexandria (Virgínia), e presidente da Interfaith Alliance, disse ao “Washington Post” que não tem objeções a que membros do clero se envolvam em campanhas políticas fora de templos, sinagogas e mesquitas.
“Entretanto, um santuário não deveria ser lugar de agitação política a favor de um candidato. Sobre diferentes problemas, sim, mas não sobre os candidatos”, declarou Moline.
O Fundo de Defesa da Aliança (ADF, em inglês) disse em seu site que coordenou a ação de dezenas de pregadores e pastores que disseram no domingo a suas congregações que os cristãos não podem votar em Obama.
Erik Stanley, assessor legal da ADF, grupo com sede no Arizona, disse ao “Washington Times” que centenas de igrejas tinham se oferecido para participar, mas apenas 33 foram escolhidas.
Fonte: G1
Candidatura de vice de Obama vazou para a imprensa antes do anúncio oficial
23 de agosto de 2008
Os milhões de eleitores de Barack Obama deveriam ter sido os primeiros a saber o nome do vice da chapa por e-mail ou mensagens de texto (SMS), mas a imprensa vazou a escolha de Joseph Biden horas antes do anúncio oficial.
Há várias semanas, a campanha de Barack Obama vinha convidando o público a entrar no site da campanha para se inscrever e receber a mensagem com o nome do vice para as eleições de novembro nos Estados Unidos.
Esta é a primeira vez que os eleitores americanos recebem notícias da campanha por mensagens eletrônicas, o que dá um certo charme à candidatura de Barack Obama, que se diz um candidato da mudança.
A inscrição para receber um e-mail ou um SMS só levava alguns minutos: o internauta tinha de registrar o nome e e-mail ou enviar uma mensagem de texto à campanha para receber a resposta na hora chave.
No entanto, vários jornais americanos conseguiram confirmar a escolha de Joseph Biden, de 65 anos, com fontes democratas anônimas, durante a noite desta sexta-feira.
Obama e McCain disputam o importante voto evangélico
16 de agosto de 2008
Os candidatos à Presidência Barack Obama e John McCain terão pela frente hoje perguntas do influente pastor Rick Warren, para demonstrar que por suas moral, fé e crenças merecem o voto evangélico, geralmente crucial nas eleições nos Estados Unidos.
Após uma longa campanha em que se discutiu muito sobre economia, crise energética, conflito no Iraque e o terrorismo, hoje chega o momento do eleitor conservador cristão ouvir os candidato democrata e republicano sobre a fé e a moral que guiarão seus passos caso cheguem à Casa Branca.
“Todo mundo, não só os eleitores cristãos, querem saber qual é a opinião dos candidatos sobre questões como o aborto e o casamento gay, quais são seus valores e suas crenças”, disse à “CNN” o reverendo Warren, autor de “Uma vida com propósito” (”The Purpose Driven Life”), que teve milhões de cópias vendidas.
O pastor dirige uma das principais igrejas dos EUA, a paróquia de Saddleback, em Lake Forest, Califórnia, da qual fazem parte 25 mil fiéis. E é exatamente neste local que hoje se juntarão pela primeira vez na corrida presidencial, em um mesmo fórum, McCain e Obama.
“Vou perguntar a eles sobre questões de sua vida pessoal, porque acho isso importante, especialmente se realmente pretende ser um líder. Deus assim o diz”, assegurou o reverendo, em uma entrevista a um canal de televisão religioso.
Mas o interesse que existe entre os candidatos e o grupo cristão é mútuo. O centro de pesquisa Pew assegura que 26% dos eleitores são cristãos evangélicos e ressalta que nos oito últimos anos eles votaram majoritariamente nos republicanos.
No entanto, como revelam as enquetes, os eleitores cristãos estão cada vez mais abertos a considerar outras opções.
As últimas pesquisas, divulgadas nesta mesma semana, apontam que o republicano John McCain conta com o apoio de 68% dos eleitores evangélicos brancos, contra os 80% que George W. Bush tinha quando se candidatou à reeleição em 2004.
Deste grupo de eleitores, apenas 24% afirmam que votará no senador Obama, embora esta porcentagem supere os 21% que o candidato democrata em 2004, John Kerry, tinha.
O fórum, que foi organizado esta noite em Saddleback, e que terá ampla cobertura das redes de TV locais, servirá para que os dois candidatos tentem angariar o voto deste grupo.
Obama e McCain irão para o palanque separadamente para se submeterem às perguntas do reverendo Warren. Ao fim, os dois irão ao palco e se cumprimentarão com um aperto de mãos, no que pretende ser o primeiro encontro dos dois em um evento na atual campanha eleitoral.
O reverendo é conhecido por ter mostrado suas preocupações com um amplo leque de temas sociais além do aborto e do casamento gay, como a pobreza, o meio ambiente, a educação e a aids, assuntos que serão abordados esta noite.
O fórum representa uma enorme oportunidade para os dois candidatos, tanto para Obama como para McCain, um homem que compartilha os valores evangélicos, mas que não se sente confortável quando fala de suas crenças religiosas.
De fato, o candidato republicano rejeitou há alguns meses um convite para participar de um fórum religioso na Pensilvânia, aonde Obama e a senadora Hillary Clinton foram.
No fórum desta noite, Obama terá a oportunidade de explicar suas posições em alguns assuntos polêmicos, como seu apoio à legalização do aborto ou às uniões entre pessoas do mesmo sexo, assim como de reafirmar publicamente sua fé cristã.
O senador pelo estado de Illinois aproveitará, além disso, esta noite para rebater o que chama de percepção falsa de alguns eleitores (12%, segundo o centro Pew), que acreditam que debaixo de sua aparência cristã se esconde, na realidade, uma fé muçulmana.
Fonte: G1
Obama reafirma que Jerusalém será a capital de Israel
23 de julho de 2008
Tanto israelenses quanto palestinos reivindicam Jerusalém como capital. A cidade - sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos - foi capturada por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias.
Anos mais tarde, o governo israelense anexou a cidade e a declarou sua capital “eterna e indivisível”. As iniciativas israelenses, no entanto, são rechaçadas pela comunidade internacional, que defende uma solução negociada.
Os palestinos reivindicam o setor tradicionalmente árabe da cidade, conhecido como Jerusalém Oriental, como capital de seu futuro Estado independente e soberano. As informações são da Dow Jones.
Obama defende a pena de morte para Bin Laden
13 de julho de 2008
WASHINGTON - O virtual candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, é favorável à pena de morte para Osama bin Laden, informou o La Repubblica.
O senador pelo Estado de Illinois disse que, se o líder da Al-Qaeda for capturado vivo, os Estados Unidos devem "assumir a responsabilidade de levar a Justiça às últimas conseqüências contra o terrorista".
As declarações foram feitas em uma entrevista à emissora americana CNN. Obama lembrou os ataques de 11 de setembro de 2001 para justificar o posicionamento.
- Não sou um defensor da pena de morte, que deveria ser limitada aos crimes mais cruéis, mas acredito que planejar a morte de mais de 3 mil americanos possa justificar a sua aplicação.
As palavras de Obama surgem poucos dias após as suas críticas contra uma decisão da Suprema Corte americana, que vetou a possibilidade de aplicar a pena de morte para autores de crimes graves sem homicídio, como o estupro de crianças.
Enquanto isso, a última pesquisa eleitoral, realizada pela revista Newsweek, indica que Obama e o adversário republicano, John McCain, estão quase empatados. Em junho, o democrata tinha uma vantagem de 15 pontos sobre McCain.
Fonte: JB Online






